domingo, 10 de novembro de 2013

Irmãs inovam para mostrar moda alternativa nas ruas de Uberaba

09/11/2013 15h37 - Atualizado em 09/11/2013 15h

Ideia das irmãs Karine e Priscila busca agregar cultura às peças.
Projeto do Ateliê Azul de Metileno estreia sábado (9), no Jardim Induberaba.

Alex RochaDo G1 Triângulo Mineiro
Perua percorrerá praças da cidade a partir de sábado (9) (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)Perua percorrerá praças da cidade a partir do dia 9
(Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)
Duas irmãs e várias ideias estampadas e costuradas em tecidos. A fusão de tais elementos resultou no ateliê Azul de Metileno, que cria e recria peças com um toque artesanal e alternativo. Através de uma Kombi, o ateliê estreia em versão móvel no sábado (9), às 14h, na Avenida Doutor Paulo Rosa, Bairro Jardim Induberaba, em Uberaba. A ideia surgiu das costureiras e artesãs, Karine e Priscila Rogério, que conciliam, respectivamente, as profissões de jornalista e professora de Ciências.
A “perua” traz uma arara com várias criações. Um kit com fita métrica, alfinete, tesoura, linha, bloquinho e outros aviamentos possibilita pequenas alterações e ajustes em tempo real. As irmãs também recebem encomendas de peças. O objetivo, segundo Karine, é ser um ateliê itinerante, que leve às pessoas peças que fujam da massificação e construam um estilo próprio por um preço justo.
Peças são criadas ou recriadas artesanalmente (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)Peças são criadas ou recriadas artesanalmente
(Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)
“Nosso sonho é criar um universo alternativo e artesanal, mais pessoal e afetivo, na hora de comprar e escolher o que vestir. É ainda tentar dar mais liberdade e originalidade para mulheres que queiram fugir à regra das roupas criadas em grandes escalas. A perua é parte fundamental da construção desse universo mais alternativo”, destacou Karine.
Priscila ressalta que a ideia é viver financeiramente através do projeto, que vai muito além da venda de peças de vestuário. “O ateliê não tem como único objetivo vender artesanato. Por trás disso existe a vontade, a necessidade de estimular e valorizar a arte. O ateliê móvel tem um projeto, mesmo que ainda no papel, de promover momentos culturais nos lugares por onde passar”, acrescentou.
Liberdade, cultura e estilo próprio são prioridades das irmãs Priscila e Karine (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)Liberdade e cultura são prioridades das irmãs Priscila e Karine (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)
Cidade mais estilosa
O nome é inspirado em um corante e indicador utilizado na microbiologia, de cor azulada e brilhante. A escolha do local de estreia considerou a cidade natal das irmãs e uma observação de Karine, que trabalhou com moda durante os oito últimos anos, quando residiu em outros lugares.
“Tive a oportunidade de morar em outras cidades além de Uberaba, como o Rio de Janeiro e também Buenos Aires. Nestas cidades existe uma gama enorme de possibilidades quando se quer fugir do óbvio e do imposto, do que se vê igual na maioria das vitrines dos shoppings. Aqui emUberaba, sinto falta destas possibilidades”, afirmou.
Priscila adianta que, inicialmente, o projeto percorrerá as praças da cidade, mas o intuito é ir até as pessoas, que, direta ou indiretamente, são a principal referência durante as criações. "A nossa inspiração são as pessoas, a pintura, a música, a literatura, tudo que nos sensibilize. Espero que as pessoas entendam e gostem da proposta. Que se permitam novos olhares, sem preconceitos", concluiu.
Peças trazem características peculiares para combater a massificação da moda (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)Peças trazem peculiaridades para combater a massificação da moda (Foto: Ateliê Azul de Metileno / Arquivo)