sexta-feira, 15 de agosto de 2014

União Europeia apoia envio de armas aos combatentes curdos no Iraque


EUA haviam pedido a países europeus que fornecessem armas a combatentes curdos; países como a França prometeram ajudar

Reuters
Reuters
Deslocados da minoria Yazidi, que fogem da violência do Estado Islâmico, são retirados do Monte Sinjar, norte do Iraque, em caminhões (13/08)
A União Europeia disse nesta sexta-feira (15) que governos da UE estão liberados para enviar armas aos curdos iraquianos que enfrentam militantes islâmicos, desde que tenham a aprovação das autoridades nacionais do Iraque.
Em uma reunião de emergência realizada em Bruxelas, ministros das Relações Exteriores da UE não chegaram a um consenso sobre todos enviarem armas para os curdos iraquianos, mas saudaram a decisão de alguns governos da UE, como o da França, de fazê-lo.
A UE disse que também vai buscar formas de impedir militantes do Estado Islâmico, que tomaram alguns campos de petróleo na Síria e no Iraque, de tirarem proveito da venda de petróleo.
O bloco também pediu por uma investigação rápida sobre os abusos de direitos humanos na Síria e no Iraque, afirmando que alguns podem ser crimes contra a humanidade.
Mais cedo, o novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, fez um apelo a seus compatriotas por união para enfrentar desafios perigosos, e alertou que o caminho pela frente será difícil, nesta sexta.
Em sua página no Facebook, Abadi disse que não faria promessas irreais, mas encorajou os iraquianos a trabalhar juntos para fortalecer o país, que enfrenta uma guerra civil sectária.
Militares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP
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Para ajudar o país a enfrentar os extremistas sunitas do Estado Islâmico, a Grã-Bretanha vai considerar "positivamente" qualquer pedido de armas dos curdos, disse uma porta-voz do primeiro-ministro britânico nesta sexta.
Os Estados Unidos pediram a países europeus que forneçam armas e munição aos combatentes curdos, de acordo com autoridades norte-americanas e europeias.
O premiê britânico, David Cameron, tem dito até o momento que qualquer resposta britânica seria limitada a um esforço humanitário, mas Londres também tem transportado para as forças curdas certos equipamentos, como munição, fornecidos por outros países.
"Se nós recebêssemos um pedido, então consideraríamos positivamente", disse a porta-voz.
Vários governos europeus, incluindo França, Alemanha, República Tcheca e Holanda, disseram que vão enviar armas aos curdos ou pretendem fazê-lo.
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